UK apoia a criação de escolas com contrato

Posted: 2011/01/30 in Notícias, Opinião
O Governo de David Dameron aprovou as primeiras 35 propostas de criação de “free schools“, em tudo idênticas às escolas privadas com contrato de associação. Há oito “free schools” com autorização para funcionarem. E há 250 propostas de criação que estão a ser examinadas.
As propostas de criação de “free schools” vêm de grupos de professores, associações de pais, organismos privados que se dedicam à solidariedade social, de banqueiros e de organizações ligadas às mais diversas confissões religiosas, católicas, anglicanas, evangélicas, hindus e islâmicas.
O que caracteriza estas escolas livres é a autonomia curricular e a capacidade para recrutarem professores sem obedecerem aos critérios impostos pelas escolas estatais.
Por exemplo, as escolas livres podem optar por recrutar jovens doutorados em Matemática ou em Física em vez de diplomados em ensino da Matemática ou da Física pelas escolas e departamentos de educação.
O Estado paga um determinado montante por aluno e estabelece um contrato com a escola. Da avaliação positiva depende a continuidade dos apoios estatais.
As escolas livres não podem seleccionar os alunos com base nas notas ou nos rendimentos económicos nem podem cobrar propinas.
Os países da União Europeia que levaram mais longe o conceito de escolas livres são a Holanda e a Suécia.
Para saber mais
in ProfBlog – por Ramiro Marques – 30.Jan’11
Comentários
  1. Bruno Silva diz:

    É a Europa a duas velocidades. A do norte e centro e a do sul. A Europa do Norte e Centro investe na Educação, apostando na formação dos seus professores, no seu dinamismo e na iniciativa privada, que se distingue do conformismo estatal, através de projectos educativos inovadores, motivadores e integradores de comunidades educativas que se revêm nesses projectos. No Sul, enfim, a mesma modorra de sempre. A ministra de cá assenta a sua brilhante lógica em decretos e portarias, como se a Educação estivesse engarrafada no diário da República. É decadente o estado a que isto chegou. O Estado socialista quer formatar as mentes deste país. São os programas, os manuais, e toda a panóplia de burocracia que atola professores e alunos, afogando-os no marasmo. Não seria melhor investir na capacidade de inovar? na imaginação? Pois seria, mas depois o estado perdia o seu peso. Ouvimos ontem os aflitos puritanos insurgirem-se contra a proposta dum presidente da oposição que propunha o encerramento de empresas públicas que apresentem prejuízos crónicos. E porque não? Não estão preocupados com o dinheiro dos contribuintes? Se é péssimo, fecha-se ou privatiza-se ou arrenda-se à iniciativa privada. Eu não tenho que pagar por empresas que servem Lisboa e apresentam prejuízos consecutivos. Da mesma forma, as escolas que o estado construiu desnecessariamente, simplesmente por motivos bairristas, atestando a parolice da medida, e que não servem as populações, por motivos físicos e de equipamentos ou por falta de qualidade pedagógica, encerrem ou transformem-se em equipamentos que fazem falta, efectivamente, às populações. Há quem diga que frequentar escolas particulares com contrato associação é pagar duas vezes. Se houver decência, coragem e respeito pela qualidade e pelos dinheiros públicos, encerrem as escolas que não correspondam à vontade e serviço que devem prestar às pessoas. Mas que encerrem estatais e particulares que não servem as pessoas.

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