O DESACORDO DO ACORDO

Posted: 2011/02/10 in Notícias, Opinião

Surpreendidas com o teor do acordo alcançado entre a AEEP e o Governo, cerca de três dezenas de escolas com Contrato de Associação, reunidas de imediato, decidiram:

  1. Discordar do referido acordo, que só compreendem ter resultado da desmedida pressão por parte do Governo, porque entendem que esse acordo não defende os legítimos direitos dos alunos, famílias e trabalhadores.
  2. Não dar qualquer crédito à opção política do estudo da rede encomendado pelo ME, que serviu de suporte ao referido acordo.
  3. Apoiar as iniciativas em curso no Parlamento no sentido da reapreciação do DL 138-C/2010 e da determinação, pelo Tribunal de Contas, do real custo aluno/ano nas escolas do Estado, esperando o generoso serviço dos senhores deputados à causa da democracia.
  4. Convidar e apelar a todas as escolas com Contrato de Associação e a todos os cidadãos que defendem a liberdade de aprender e de ensinar a que subscrevam a petição pública online que corre no seguinte endereço (http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N6567).
  5. Desenvolver sinergias com o “SOS Movimento Educação” e com as Associações de Professores, que trabalham na defesa da mesma causa: liberdade de aprender e ensinar.

in expressojornal ijn – 10.Fev’11

Comentários
  1. Marco Correia diz:

    Mas este acordo é bom para quem ?
    O Ministério mantém a verba… e adia o problema…
    DAQUI A 5 ANOS HAVERÁ OFERTA ESTATAL (que a Parque Escolar construirá) e as ESCOLAS COM CONTRATO DE ASSOCIAÇÃO JÁ NÃO SERÃO PRECISAS…
    O que ganham os alunos, encarregados de educação, professores, funcionários e escolas?
    O QUE GANHA O SERVIÇO PÚBLICO (NÃO ESTATAL) DE QUALIDADE…
    5 ANOS DE AGONIA…

  2. O acordo só interessa à AEEP, seu presidente – ALVARENGA -, Queirós e Melo, João Munoz, Sarmento e outros…..
    A AEEP, representa apenas 30% – apenas 30 das 90 – das Escolas com Contrato de Associação e tem o descaramento de fazer um “acordo” que abrange as 90.
    Ridículo.O Sr. Alvarenga, tem histórias que todas conhecemos, cá no Norte de Portugal.
    Vergonhoso!!! O que houve em troca ??? Mais do mesmo. Fez o favor para tentar esvaziar o pedido de reapreciação parlamentar do D.L. Uma grande treta!!!

  3. pois... pois diz:

    Há qualquer coisa de muito oculto neste (des)acordo entre a AEEP e o ME. O que é que ganharam as escolas? Quase nada! Ganharam um adiamento da morte anunciada. A maior parte delas não vão aguentar os cinco anos de sobrevida que o (des)acordo lhe reconhece.
    Algumas escolas ganharam com isto: as escolas do GPS que estavam em risco de ver o seu passado e o seu presente expostos na praça pública (as relações perigosas com figuras importantes do bloco central, por exemplo) e as escolas para as quais estavam previstos no famigerado estudo coimbrão maiores cortes de turmas.
    Em quase todas as escolas GPS e nalgumas escolas com muitos cortes de turmas, o problema não é o financiamento do estado porque, por razões várias, têm custos baixos: os professores são tradicionalmente desrespeitados na sua dignidade profissional, a crise foi mais um pretexto para aumentar a exploração, etc.
    Qual é a associação de classe que deixa cair assim, sem mais, alguns dos seus sócios? Pois foi isto que aconteceu com várias escolas que foram abandonadas pela AEEP nesta negociação.
    É a segunda vez que isto acontece em poucos meses. Já é demais. Primeiro foi no acordo no financiamento por turma igual para todas as escolas, á medida de algumas mas mortal para muitas.
    Agora é na aceitação da morte imediata de algumas escolas que ficam sem alunos e na aceitação da morte a prazo de muitas outras porque consta do acordo a aceitação das regras do financiamento estabelecidas pelo ME.
    Já basta de traições às escolas, aos professores, às famílias.
    Para que serviram tantas manifestações públicas de norte a sul do país?
    Onde está a raiva mal contida da manifestação de Braga que modificou o rumo dos acontecimentos?
    Com que moral vão os Deputados que estiveram connosco continuar a defender os nossos valores?

  4. Mj diz:

    O acordo entre a AEEP e o ME é uma traição a muitas escolas, aos professores e a vários deputados que estiveram na defesa das escolas com contrato de associação.
    Não se percebe bem o que o acordo traz de vantajoso para a grande maioria destas escolas. O governo, já se sabe, que em última análise, levará os professores a uma situação completamente precária e indigna: ou toda a gente ficará a recibo verde ou trabalharão sem vencimento. O que não se sabia claramente é que a AEEP alinhava pelo mesmo diapasão. Sabia-se, apenas, que algumas escolas o faziam. Será que foram os que já o praticavam que ora assinaram o acordo?
    Isto é uma vergonha e uma irresponsabilidade total, além da falta de lealdade àqueles que até agora lutaram pela causa do Ensino Particular e Cooperativo.
    Apetece-me citar aqueles versos de Camões, quando se dirigia a Sertório, Coriolano e Catilina: “Se lá no reino escuro de Sumano/ Receberdes gravíssimos castigos/ Dizei-lhe que também dos portugueses/ Alguns traidores houve algumas vezes”.

  5. pois... pois diz:

    A AEEP tem vergonha do acordo que assinou com o governo… Nem sequer colocou o texto do acordo no seu site da internet!

  6. pois... pois diz:

    O cúmulo do CINISMO tem um novo paradigma:
    Vamos conjugar dois parágrafos do (des)acordo ao qual a AEEP se deixou subjugar:

    Esta é a premissa:
    “Considerando que importa continuar a garantir aos estabelecimentos de ensino com contrato de associação e respectivos trabalhadores um horizonte de suficiente segurança e estabilidade que permita um adequado planeamento da satisfação dos seus compromissos contratuais;”

    Esta é a conclusão:
    “O Ministério da Educação e a Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo acordam” “nas regras de financiamento em vigor respeitantes aos contratos de associação”.

    Vamos ver se eu percebi bem isto:
    As duas partes estão de acordo quanto à necessidade de garantir às escolas segurança e estabilidade para que possam satisfazer os seus compromissos contratuais (salários, pagamentos à segurança social e à caixa geral de aposentações, pagamentos aos fornecedores…).
    E é por isso que também estão de acordo quanto a um financiamento por turma que é ilegal face ao decreto-lei do próprio governo e que não chega para que a maior parte das escolas satisfaçam os seus compromissos, nalguns casos não chegando sequer para pagar os salários devidos aos trabalhadores.

    Está tudo grosso!

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