Manifestacao_7Maio16_tunelMarao

Professores, pais e alunos de colégios privados concentraram-se hoje perto do Túnel do Marão, em Vila Real, para protestarem contra a redução do contrato de associação.

Enfrentaram a chuva, o nevoeiro e o frio que hoje se faz sentir na serra para mostrar ao primeiro-ministro o descontentamento com o recente despacho do ministério da Educação que dizem que vai levar ao encerramento destes estabelecimentos de ensino.

Pela encosta espalharam tarjas onde se podia ler “Em defesa da escola Ponto”, “PM não feche a nossa escola” ou “Educação: liberdade de escolha!”. Em pequenos cartazes que muitos empunhavam estava escrito “A escola do meu filho? Sou eu que a escolho!”.

António Costa vem ao Túnel do Marão inaugurar esta autoestrada que vai ligar Amarante a Vila Real. A cerimónia decorre dentro da infraestrutura rodoviária.

Porque têm que ficar cá fora os manifestantes não podem ser vistos mas, para se fazerem ouvir, trouxeram, megafones e apitos. A ideia é fazer barulho para chamar a atenção para esta causa.

“A nossa escola sempre foi uma escola pública, ao contrário do que tem sido dito a nossa escola não escolhe ninguém, é uma escola para todos, é uma escola inclusiva, recebe alunos independentemente da sua condição económica. Só se trata de ideologia, de quem é o dono do edifício “, salientou o professor Fernando Coelho, do Colégio Salesiano de Poiares, concelho de Peso da Régua.

Os manifestantes garantem que estes estabelecimentos de ensino correm o risco de encerrar se for cumprida a portaria que impede a abertura de novas turmas de início de ciclo (5.º, 7.º e 10º ano), caso existam vagas nas escolas públicas do concelho. “É mais uma instituição que dava trabalho, que dinamizava a região que vai fechar portas. Depois fala-se em como se fixar pessoas no interior e aqui está um exemplo de uma escola que presta serviço público que está a funcionar bem e que fixa população no interior e que querem acabar com ela”, referiu o docente de Poiares.

O pai Rui Oliveira veio de Santo Tirso de propósito para mostrar ao Governo a sua indignação.

Já Leonor Regueiras, professora no Instituto Nuno Álvares, das Caldas da Saúde, quis chamar a atenção para uma decisão do Governo que diz que vai, em dois a três anos, esvaziar estas escolas.

“É a instabilidade que cria nas escolas, no nosso caso uma escola com 100 anos e com mais de 40 anos de contrato de associação”, salientou esta docente.

In Correio da Manhã – 07.maio’16

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